sábado, 4 de junho de 2016

Crítica: JOGO DO DINHEIRO, ‏através de Marcelo Castro Moraes.


Fonte: www.google.com.br/imagens


George Clooney, Julia Roberts e Jodie Foster, todos tem muito em comum, pois embora a última tenha se consagrado nos anos 70 a partir de Taxi Drive, foi realmente na década de 90 que garantiu o seu auge com O Silêncio dos Inocentes. Já George e Julia construíram as suas carreiras de sucesso no início daquela década: o primeiro teve a sorte de atuar na série de sucesso Plantão Médico e dando sinal verde para estrelar inúmeros filmes para o cinema. Já Julia Roberts se tornou namoradinha da América a partir do já clássico Uma Linda Mulher.

Passados os anos, os três passaram por altos e baixos na carreira, mas jamais perderam a postura, mesmo não estando à frente de grandes produções. Foster então decidiu seguir a carreira de diretora e criou o ótimo Um Novo Despertar, estrelado pelo também astro dos anos 90 (esse sim hoje em decadência) Mel Gibson. Eis que então Foster decide dirigir novamente esse filme intitulado Jogo do Dinheiro e convidando os seus colegas dos anos 90 Clooney e Julia. O resultado é um filme, cuja proposta é fazer uma crítica sobre as engrenagens da bolsa de valores hoje, mas que infelizmente chega um pouco atrasado para tal missão. Para começar, o filme funcionaria muito bem na década de 90, tanto que o filme lembra até mesmo a estética que determinados filmes tinham naquele tempo. Apresentado agora com essa proposta, o filme já se encontra datado, principalmente se a obra é comparada ao recente A Grande Aposta, sendo esse sim, um filme que é inteligente, original e que nos mostra de uma forma criativa e bem humorada, como funciona as engrenagens da movimentação do dinheiro de hoje e como qualquer passo em falso pode acarretar consequências desastrosas.

O que sobra então é George Clooney sendo George Clooney, uma Julia Roberts sendo Julia Roberts e uma cineasta Jodie Foster no piloto automático e que tenta todo momento tirar algo de original nisso, mas sem muito sucesso. Nem ao menos o personagem Kyle Budwell (Jack O'Connell) responsável pelo estopim para a movimentação da trama ajuda muito nisso, já que ele não nos emociona em nenhum momento e tão pouco nos preocupamos com o seu destino, que aliás, já sabemos onde ele irá chegar. Vale destacar também é o fato da grande mídia fazer um verdadeiro circo com determinadas situações, mas isso já deixa claro que já foi explorado exaustivamente em clássicos como A Montanha dos Sete Abutres e até mesmo em filmes pequenos como O Quarto Poder.

Com um final previsível e sem nenhum atrativo, Jogo do Dinheiro é apenas uma representação pálida de como eram feitos inúmeros filmes americanos da década de 90, sendo muitos deles hoje esquecidos e fazendo a gente se dar conta de como a década de 80 era bem mais dourada.


Trailer

Fonte: www.youtube.com


Fonte: Marcelo Castro Moraes - Crítico Cinematográfico.

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